Missing Word

“O que me atormenta é que tudo é por enquanto, nada é pra sempre.”

—   Clarice Lispector (via silenciar)

(Source: abismogelado, via silenciar)

“Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.”

—   Marla de Queiroz (via silenciar)

Viver deve ser isso… Acordar num dia cheio de certezas e ir dormir abarrotado de dúvidas. Deve ser isso. Na verdade, eu nunca vou saber o que é viver. Talvez, um dia, quando eu descobrir, seja tarde demais. Se é que existe cedo ou tarde para ser feliz.

Sigo aqui, cheio de duvidas, lotado de certezas, pagando (mesmo sem querer) por todas as minhas escolhas. Não há outro caminho a seguir. Nosso rumo é a felicidade.
Existem atalhos e caminhos mais longos, existem dias de caça, dias de caçador, dias de nada. Não vou mentir. A vontade que dá, às vezes, é de nem levantar da cama.

—   Matheus Rocha

“…But then they sent me away to teach me how to be sensible,
Logical, oh responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
Oh clinical, oh intellectual, cynical.


There are times when all the world’s asleep

The questions run too deep for such a simple man.
Won’t you please, please tell me what we’ve learned?
I know it sounds absurd but please tell me who I am.


Now, watch what you say or they’ll be calling you a radical,

A liberal, oh fanatical, criminal.
Oh won’t you sign up your name?
We’d like to feel you’re acceptable,

Respectable, oh presentable, a vegetable…”


“Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira.”

—   Marla de Queiroz

(Source: perfeitasimetria, via silenciar)

I’m waiting for you here in Brazil, guys! 

All We Ever See Of The Stars Are Their Old Photographs

- We Are The Emergency

Outro dia li em algum lugar, que gostar é não precisar nem um pouco de alguém, mas querer mesmo assim. Hoje acho o amor a maior ilusão que alguém pode viver. Não, eu não desacreditei na existência, nem tão pouco na força do amor, só não consigo entender as versões desse sentimento que existem por ai.

Vai ver o amor é uma marca, dessas caras que a gente usa achando que aquilo supre nossas necessidades. Vai ver o amor (que se usa por ai) seja uma falsificação dessas grifes famosas que ostentamos. A gente carrega aquilo no peito com tanta veemência, com tanta imponência, se achando a última bolacha do pacote, a bala que matou o John, a gente acredita tanto no poder daquilo, que às vezes, nem nos damos conta do seu significado real, se é que existe. E nem estou falando da marca, só do amor, ou dos dois.

Hoje, parando para abastecer, vi uma senhora que certamente batalha muito na vida, a julgar pelo que vestia, a julgar pela forma que falava, a julgar por onde morava, a julgar pelo que vendia. “A julgar”, é, a gente faz tanto isso, tanto que nem percebe. Mas aquela velhinha ‘me colocou no meu lugar’ só me dizendo: que Deus te abençoe. Acho que as lágrimas até ameaçam a cair só de relembrar a cena.

Talvez ela tivesse ganhado durante todo, o dia o que eu gastei num lanche, num almoço, numa peça de roupa. Um dia? Talvez alguns. Mas, ela me disse tanto naquele desejo de benção, que eu dificilmente vou esquecer. Ela chacoalhou meu mundo dizendo quatro palavras de desejo de um futuro bom.

Aquela senhora que eu certamente nunca mais verei na vida, que eu não sei o nome, que eu nem lembro mais onde mora ou a cor dos olhos, me encheu de perguntas dizendo aquelas quatro palavras. Agora, do que é mesmo que eu preciso? O que é mesmo que me faz falta? De quem eu realmente preciso? Quem realmente me faz falta? (…) ? […] ? {…} ?

É, eu estava falando do amor. Nossos dias estão sobrecarregados de ilusões. Existem os amigos, os companheiros, os colegas, os que seguem o mesmo caminho. Existem as festas, existem as bebidas, existem as diversões. Existem tantos lugares cheios de pessoas vazias. Existem tantas pessoas cheias, vazias de tudo. Existem tantas coisas no mundo, mas, por que o meu mundinho me parece tão mais atraente? Será a segurança? A ilusão? Os vazios? Ou a minha busca para (um dia) conseguir ser cheio?

Todas as manhãs, peço a Deus, que aquele dia que está só começando, seja suficiente para realizar os meus desejos e, para que Ele, me ajude a suprir minhas reais necessidades. Volta e meia, acho que vinte e quatro horas jamais seriam suficientes para tantos quereres. É que eu ainda não sei (e talvez nunca saiba) quais dos meus desejos fazem parte das minhas reais necessidades.

Tenho tanto medo das coisas que digo a alguém, que me flagro calado em horas que mereciam gritos, e gritando em horas que mereciam silêncio. Hoje, eu já não luto mais contra sentir, não sentir, eu aceito. Por mais força que eu faça, todo dia encontra o sol que sem dúvidas, dará lugar a lua. É desnecessário gastar forças com coisas naturais. É desnecessário fingir-se de forte, de contente, pra quê? Pra quem? ‘O que eu ganho e o que eu perco ninguém precisa saber’.

—   Matheus Rocha (via neologismo)