All We Ever See Of The Stars Are Their Old Photographs

- We Are The Emergency

Outro dia li em algum lugar, que gostar é não precisar nem um pouco de alguém, mas querer mesmo assim. Hoje acho o amor a maior ilusão que alguém pode viver. Não, eu não desacreditei na existência, nem tão pouco na força do amor, só não consigo entender as versões desse sentimento que existem por ai.

Vai ver o amor é uma marca, dessas caras que a gente usa achando que aquilo supre nossas necessidades. Vai ver o amor (que se usa por ai) seja uma falsificação dessas grifes famosas que ostentamos. A gente carrega aquilo no peito com tanta veemência, com tanta imponência, se achando a última bolacha do pacote, a bala que matou o John, a gente acredita tanto no poder daquilo, que às vezes, nem nos damos conta do seu significado real, se é que existe. E nem estou falando da marca, só do amor, ou dos dois.

Hoje, parando para abastecer, vi uma senhora que certamente batalha muito na vida, a julgar pelo que vestia, a julgar pela forma que falava, a julgar por onde morava, a julgar pelo que vendia. “A julgar”, é, a gente faz tanto isso, tanto que nem percebe. Mas aquela velhinha ‘me colocou no meu lugar’ só me dizendo: que Deus te abençoe. Acho que as lágrimas até ameaçam a cair só de relembrar a cena.

Talvez ela tivesse ganhado durante todo, o dia o que eu gastei num lanche, num almoço, numa peça de roupa. Um dia? Talvez alguns. Mas, ela me disse tanto naquele desejo de benção, que eu dificilmente vou esquecer. Ela chacoalhou meu mundo dizendo quatro palavras de desejo de um futuro bom.

Aquela senhora que eu certamente nunca mais verei na vida, que eu não sei o nome, que eu nem lembro mais onde mora ou a cor dos olhos, me encheu de perguntas dizendo aquelas quatro palavras. Agora, do que é mesmo que eu preciso? O que é mesmo que me faz falta? De quem eu realmente preciso? Quem realmente me faz falta? (…) ? […] ? {…} ?

É, eu estava falando do amor. Nossos dias estão sobrecarregados de ilusões. Existem os amigos, os companheiros, os colegas, os que seguem o mesmo caminho. Existem as festas, existem as bebidas, existem as diversões. Existem tantos lugares cheios de pessoas vazias. Existem tantas pessoas cheias, vazias de tudo. Existem tantas coisas no mundo, mas, por que o meu mundinho me parece tão mais atraente? Será a segurança? A ilusão? Os vazios? Ou a minha busca para (um dia) conseguir ser cheio?

Todas as manhãs, peço a Deus, que aquele dia que está só começando, seja suficiente para realizar os meus desejos e, para que Ele, me ajude a suprir minhas reais necessidades. Volta e meia, acho que vinte e quatro horas jamais seriam suficientes para tantos quereres. É que eu ainda não sei (e talvez nunca saiba) quais dos meus desejos fazem parte das minhas reais necessidades.

Tenho tanto medo das coisas que digo a alguém, que me flagro calado em horas que mereciam gritos, e gritando em horas que mereciam silêncio. Hoje, eu já não luto mais contra sentir, não sentir, eu aceito. Por mais força que eu faça, todo dia encontra o sol que sem dúvidas, dará lugar a lua. É desnecessário gastar forças com coisas naturais. É desnecessário fingir-se de forte, de contente, pra quê? Pra quem? ‘O que eu ganho e o que eu perco ninguém precisa saber’.

Matheus Rocha (via neologismo)

(via pureeblossom)

habitualbliss:

There’s the optimistic way, then there’s the truth.

habitualbliss:

There’s the optimistic way, then there’s the truth.

(Source: gorgeousnightmares, via pureeblossom)

(via pureeblossom)

(Source: lavignner, via controle)

Quiet people have the loudest minds.

Stephen Hawking 

(Source: atomos, via pureeblossom)

(via pureeblossom)

Stop thinking about the easy way out
There’s no need to go and blow the candle out.
Because you’re not done
You’re far too young
And the best is yet to come.

“Let the floods cross the distance in your eyes.”

A mais carinhosa também é a mais bruta, a mais inteligente é ao mesmo tempo a mais sensível, a mais bonita é a mais emburrada, a mais esperta é ao mesmo tempo a mais mundo da lua, a mais bem humorada também é a mais chorona, a mais falante é ao mesmo tempo a mais secreta, a mais velha é ao mesmo tempo a mais moleca, a mais moça também é a mais madura uma não vive sem a outra, e eu não vivo sem as duas.

Martha Medeiros  (via silenciar)

(Source: amour-bonheur, via silenciar)